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   As redes baseadas em pacotes vêm dominando o cenário das telecomunicações, e hoje em dia elas estão cada vez mais sendo amplamente utilizadas nas redes de transporte, onde muitos serviços são baseados em tecnologias mais antigas como PDH, SDH, etc. Existem duas razões para essa tendência: em primeiro lugar, as redes baseadas em pacotes apresentam uma eficiência superior em aproveitamento dos recursos de rede e segundo, a flexibilidade das redes de pacote que suportam uma variedade enorme de aplicações de usuários.

 

   Até agora temos um cenário misto presente nas redes de telecom. Geralmente o transporte do tráfego de pacotes é feito sobre tecnologias baseadas em comutação por circuito. Isso se deve ao fato de as empresas de telefonia possuirem uma grande disponibilidade de equipamentos SDH já impantados e em funcionamento.

 

   As redes baseadas em transporte de pacotes proporcionam uma infraestrutura de transporte e agregação confiável para qualquer tipo de tráfego para o cliente. É uma rede escalável, confiável, de baixo custo e que oferece multi-serviços com possibilidade de implantação de QoS.

 

   A tendencia maior de tráfego devido a explosão da demanda por largura de banda exigido cada vez mais para implantação de serviços como a telefonia móvel 3G/4G, computação na núvem, jogos on-line, ensino a distância, justificam investimentos nesse tipo de rede.

 

   O MPLS é a grande "sacada" na implementação da rede PTN. Em uma rede IP convencional, cada roteador faz uma decisão de encaminhamento independente para cada pacote, com base unicamente no cabeçalho do pacote IP. Assim, cada vez que um pacote chega a um roteador, o roteador tem que consultar suas tabelas de roteamento para saber para onde enviar o pacote.

 

   Já o MPLS é uma solução que possibilita melhorar a velocidade de encaminhamento dos pacotes na rede. O conceito fundamental por trás do MPLS é o rotulagem de pacotes. Quando um pacote entra em uma rede MPLS, é atribuído a ele um rótulo.

 

   Cada roteador na rede MPLS possui uma tabela indicando como lidar com os pacotes rotulados, uma vez que o pacote entrou na rede, os roteadores não precisam realizar a análise de cabeçalho. Em vez disso, os roteadores subsequentes usam o rótulo como referência para encaminhamento dos pacotes. Devido a isso, a comutação dos pacotes é baseada em rótulos, mais conhecidos como label.

 

   O rotulamento dá a rede MPLS a capacidade de lidar com os pacotes com características particulares de uma forma consistente. Pacotes que transportam tráfego em tempo real, como voz ou vídeo, pode ser facilmente mapeado para rotas de baixa latência em toda a rede. Através dos rótulos pode-se determinar uma rota específica para um serviço específico.

 

   O MPLS é definida no IETF pela RFC 3031.

 

   O MPLS-TP é um “subset” do MPLS e oferece transporte orientado à conexão para diversos serviços sobre uma rede de pacotes, com base na tecnologia MPLS, são eles: transporte ATM, TDM e ethernet.

 

   O MPLS-TP é definido pela RFC5654.

 

   Essa tecnologia permite emular diversos serviços sobre uma rede comutada por pacotes. Esse tipo de tecnologia é conhecida como PWE3 (Pseudo Wire Emulation Edge to Edge), é definida pela RFC3985 como uma tecnologia ponto a ponto que opera sobre uma rede baseada em MPLS.

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   Baseado nessa tecnologia, é possível cria os túneis LSP e dentro deles passar seu tráfego basedo em comutação de circuito sendo emulados através do PW - pseudo wire. Isso faz com que a rede PTN seja uma ótima opção de implementação devido a sua capacidade de tráfego de diferentes tecnologias.