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gallery/o que é energia

   O conceito mais comum para energia é a propriedade de um sistema que lhe permite realizar um trabalho. A energia pode ter várias formas, como elétrica, mecânica, química, etc. Essas várias formas de energia podem ser transformadas umas nas outras. A energia elétrica, por exemplo, é como se designam os fenômenos envolvendo cargas elétricas.

   A potência é um conceito associado a energia, que persiste em no fluxo de energia no tempo. Considerando isso, quanto mais energia for transformada em menor intervalo de tempo, maior será a potência. No caso da potência elétrica, trata-se da razão entre a energia elétrica transformada e o intervalo de tempo dessa transformação.

 

   Existem várias formas de energia na natureza, entre eles estão:

 

  • Energia Química – é a energia que se obtém a partir de ligações ou quebra de ligações químicas. Um dos exemplos mais comuns é o nosso alimento que nos dá energia para sobrevivermos. Existem muitos outros exemplos de energia química, como a queima do carvão que gera energia em forma de calor e também da combustão da gasolina que gera energia de forma cinética fazendo movimentar os nossos veículos.
  • Energia elétrica – consiste na geração de energia baseada na diferença de potencial entre dois pontos permitindo assim um fluxo de corrente elétrica entre esses dois pontos. As principais fontes de energia elétrica são de usinas hidrelétricas, térmicas e eólicas além de termonucleares.
  • Energia térmica – a energia térmica está relacionada a temperatura e queima de combustíveis para se obter calor e com isso realizar um trabalho. Esse tipo de energia é usado em caldeiras, por exemplo, para produção de vapor de água.

 

   O consumo de energia é um dos principais indicares econômicos e sociais, visto que reflete o ritmo da indústria, comércio e serviço. A capacidade da população em adquirir bens e serviços afeta diretamente esses setores e por consequência o consumo de energia. Essa relação foi o principal motivo do aumento acentuado no consumo de energia mundial. De acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Agencia Nacional de Energia Elétrica do Brasil, entre 1973 e 2006 houve um aumento de consumo de energia mundial na ordem de 73%.

   Além do desenvolvimento econômico, outro fator que determina o aumento no consumo de energia é o crescimento populacional.

   Analisando o relatório anual publicado pela Empresa de Pesquisa Energética, pode-se observar que entre os anos de 2015 e 2016 houve uma diminuição no consumo de energia elétrica no Brasil, porém considerado que não houve mudança significativa. Essa mudança foi na ordem de 0,9% de consumo a menos em 2016 que em 2015, ou seja, menos de 1%. Sendo analisado pela ótica de distribuição por classe, observou-se uma diminuição generalizada em quase todas elas, sendo a mais acentuada no comércio com queda de 3,2%, sendo seguido da indústria com 2,5% de redução. Quando se verifica o consumo na classe residencial percebe-se uma ligeira alta de 1,3%. O consumo de energia elétrica dessas três classes consumidoras no Brasil representou em 2016 um total de 83,6%, correspondendo a 385,3TWh.

 

   Devido ao desenvolvimento econômico e crescimento populacional, há um aumento do consumo de energia e para suprir essa necessidade faz-se necessário ampliar a produção e oferta de energia. Diante disso a matriz energética sofreu modificações ao longo do tempo. Desde os tempos antigos onde era utilizado a madeira como principal meio energético pelo homem e em seguida o carvão mineral produzido em escala chegando até os dias atuais com o petróleo sendo o principal energético atual, percebe-se uma evolução que tendo a ser continua.  Fatores como a evolução tecnológica, descoberta de novas fontes e crescimento populacional entre outros justificam as transformações das fontes energéticas. Segundo Schutz, Massuquetti e Alves (2013, p.3167-3186) citando Goldemberg e Lucon (2008, p.61), “em 2004, o consumo per capita de energia dos 6,35 bilhões de habitantes no mundo foi, em média, de 1,77 tep, aproximadamente, um milhão de vezes maior que o consumido pelo homem primitivo.”

   Ainda segundo os mesmos autores, “[...] cada africano consumiu em média 0,67 toneladas equivalentes de petróleo (tep); cada brasileiro 1,11 tep; cada chinês 1,25 tep. Em compensação cada habitante dos países desenvolvidos da OCDE consumiu 4,73 tep de energia nesse ano;[...]”

   Segundo Schutz, Massuquetti e Alves (2013, p.3167-3186), “Ao considerar a oferta interna de energia, o consumo médio de energia por habitante pode chegar a 2,33 tep/ano, em 2030 (BRASIL, 2007).”

   Demandas crescentes por energia e o desenvolvimento tecnológico na área, principalmente a elétrica, propicia a inserção e aumento de implantação de usinas para produção das chamadas energias renováveis, como por exemplo, a eólica e fotovoltaica. Espera-se um maior investimento para desenvolver melhorias para essas tecnologias para assim expandir o uso delas e de forma continua a depender das necessidades e limitações humanas dar sequência a essa evolução.

 

   A matriz energética é composta, principalmente, por fontes não renováveis como carvão, petróleo e gás natural. Porém, no Brasil as fontes de energia renováveis totalizam 41,1% do total, ou seja, quase a metade da matriz energética.

   Como as fontes de energia não renováveis são as maiores emissoras de gases do efeito estufa e no Brasil se consome mais energia de fontes renováveis que o resto do mundo, vê-se então que o Brasil emite menos gases que a maioria dos outros países do mundo.

   Tratando-se da matriz energética elétrica, o Brasil utiliza ainda maior quantidade de renováveis, pois grande parte da energia elétrica gerada vem de usinas hidrelétricas.

 

   A engenharia elétrica, assim como todas as outras engenharias, possui papel de relevante importância na vida da sociedade de modo geral e em particular na sustentabilidade, tema bastante atual e pertinente.

   A busca incessante por novas possibilidade de geração de energia de forma renovável, com menor impacto ambiental torna-se imprescindível. Aliado a isso temos também o desenvolvimento de produtos que consumam menos energia, seja nos lares, na indústria e no comercio, entre outros, para que se consuma a energia de forma sustentável. Devido à crescente demanda pelo consumo de energia causada pelo crescimento populacional e econômico, explanados nos tópicos acima, haverá cada vez mais a necessidade de investimentos financeiros e intelectuais para que se tenha energia cada vez mais renovável e com equipamentos que consumam cada vez menos energia.

   Então o engenheiro eletricista, tem um papel fundamental nesse processo de evolução da matriz energética elétrica, seja ele com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, de geração e distribuição de energia e na elaboração de processos, a fim de melhorar a eficiência energética de lares, indústria, comercio e empresas de serviços.